Junho de 2026
O Banco Central manteve uma postura cautelosa e definiu a taxa Selic em 14,25% ao ano na última reunião. A decisão reflete um cenário ainda marcado por incertezas fiscais, tensões geopolíticas e novos riscos climáticos, como a possibilidade de um Super El Niño.
O que aconteceu na última reunião do COPOM?
O COPOM realizou um ajuste de 0,25 ponto percentual, mas reforçou que o processo de redução dos juros seguirá dependente da evolução da inflação e das expectativas do mercado.
Entre os principais fatores que justificam a cautela estão:
✔ Inflação de serviços ainda resistente;
✔ Expectativas inflacionárias acima do desejado;
✔ Incertezas fiscais;
✔ Cenário internacional instável;
✔ Mercado de trabalho aquecido.
Os principais desafios para os juros em 2026
Política Fiscal
A trajetória das contas públicas continua sendo o principal ponto de atenção. O aumento das despesas e as dificuldades para cumprimento das metas fiscais elevam a percepção de risco e dificultam uma redução mais rápida dos juros.
Cenário Político
A proximidade das eleições tende a aumentar a volatilidade e as dúvidas sobre a condução da política econômica, afetando as expectativas do mercado.
Tensões Geopolíticas
Conflitos internacionais continuam pressionando preços de commodities, energia, combustíveis e fretes, com potencial impacto sobre a inflação global.
O que você vai encontrar neste artigo:
Focus: o que mudou de janeiro para junho?
No início de 2026, o mercado projetava:
* Selic de 12,50% ao final de 2026;
* Selic de 10,00% ao final de 2027.
Em junho, as projeções passaram para:
* 14,00% ao final de 2026;
* 12,50% ao final de 2027.
A revisão mostra que o mercado passou a enxergar um cenário mais desafiador para a queda dos juros.
El Niño: um novo risco para 2027
Um estudo destacado recentemente pelo jornal O Estado de São Paulo aponta a possibilidade de retorno de um Super El Niño entre o final de 2026 e o início de 2027.
Historicamente, o fenômeno impacta a produção agrícola e pode pressionar preços de alimentos e energia.
Possíveis efeitos para o Brasil:
🌽 Menor produtividade agrícola;
☕ Impactos sobre café, milho e soja;
⚡ Pressão sobre custos de energia;
🚚 Aumento dos custos logísticos;
🍽 Alta nos preços dos alimentos.
Caso o fenômeno se confirme, poderá adicionar uma nova fonte de pressão inflacionária justamente em um momento em que o mercado espera uma trajetória de queda dos juros.
O que isso significa para as empresas?
Em um ambiente de juros elevados e maior incerteza, ganha vantagem quem possui planejamento e capacidade de adaptação.
Empresas que trabalham com: Rolling Forecast
tendem a reagir mais rapidamente às mudanças do mercado.
O cenário para 2026 e 2027 continua exigindo atenção. Questões fiscais, incertezas políticas, conflitos internacionais e riscos climáticos podem manter os juros elevados por mais tempo do que o mercado previa no início do ano.
A pergunta para o empresário não é apenas “quando a Selic vai cair?”, mas:
“Minha empresa está preparada para operar em um cenário de juros altos por mais tempo?”
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